Um senhor de 70 anos de idade num corpinho de 26. As reclamações, a falta de disposição para sair de casa e a calça de moletom cinza não me deixam mentir.

Sou tão velho em comportamento que já até quase morri. O famoso susto dos 66. A hora que a sineta

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toca e você retira a senha para entrada no além.
Já gostei de ser assim. Hoje não mais. A medida que o tempo passa e se torna lentamente mais escasso, vou percebendo que envelhecer é rejuvenescer. Aproveitar melhor o tempo. E nessa tocada, meio Benjamin Button, venho ficando mais jovem a cada dia e deixando de reclamar. Ou tentando.

A cada dia menos ele

A cada dia menos ele

Quem mora em Curitiba, já esteve por aqui ou já viu qualquer review turístico sobre a cidade, sabe que nossa amada praça, além de capital do Paraná, capital ecológica e terra do Alex, também é berço de um dos maiores restaurantes do mundo: O Madalosso. São quase 5.000 pessoas, divididas em 7 km2 de área, se entupindo da comida típica do italiano humilde: polenta frita, frango e massa. Muita massa. Tudo a vontade. Ou contra a vontade. Você se entrega e o atendimento não cessa. Você está pagando a conta e o garçom está enfiando polenta no seu bolso. Prato cheio para os entusiastas da orgia gastronômica.

O Madalosso, assim como a escola, o hospital e o cemitério, é o tipo de lugar que boa parte dos curitibanos, em algum momento da vida, vai visitar. Acredite em mim. Visita dos tios do interior, casamento da prima de 2º grau, formatura da 8ª série do sobrinho, almoço de confraternização de Vereador fulano, almoção da família no domingo, confraternização da firma, casamento do colega. Alguma coisa vai te levar até lá.

Um dia você vai passar por aqui

Um dia você vai passar por aqui

(créditos: circulandoporcuritiba.com.br).

Como bom curitibano, já estive lá dezenas de vezes (nunca por iniciativa própria – uma informação bizarra, em umas 40 idas ao Madalosso, só me lembro de ter pago a conta 2 vezes). Como bom curitibano e jovem senhor de idade, depois que virei vegetariano, estive lá dezenas de vezes e me frustrei dezenas de vezes. Isso porquê o cardápio apresentado e o serviço “senta aí que te entupo de comida” não é nada amigável com a classe. Bacon na salada. Risoto com frango. Presunto na maior parte das massas. E uma tigelinha de fígado bem na tua fuça lhe dizendo: amigo, você não é bem-vindo aqui.

Por conta disso, receber convites para almoçar no Madalosso sempre me causou um pouco de dor. Na última sexta, em pleno feriado, o telefone tocou e me acertou no rim. Era aniversário da minha irmã. Tínhamos um almoço em família. Legal, claro. Parabéns para você. Todo mundo junto. Conta paga. Mas um pequeno detalhe me machucava, o local escolhido: é, o Madalosso.

Bacon na salada. Lá vamos nós!

Bacon na salada. Lá vamos nós!

Na minha jornada de me tornar mais jovem enquanto envelheço, resolvo encarar a oportunidade de maneira diferente, sem reclamações. No caminho vou recitando alguns verbetes de auto-ajuda: “coluna ereta, mente quieta, coração tranquilo”, “abra a mão para o que há de vir”, “be nice with people”, “deixa acontecer naturalmente”, “foco no momento presente”, “vou jogar PS3 quando voltar pra casa”, merda, me perdi nos pensamentos. Cheguei ranzinza ao local.

Ao sentar na mesa e começar a ser alvejado por bandejas

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metálicas entupidas de frango e fígado, em um momento de lucidez, recupero minha vontade de ser um cara legal e chamo o garçom com uma simpatia que não

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tenho: “amigo, sou vegetariano e gosto muito daqui. Será que você poderia dar uma olhada com o pessoal senão rola preparar os pratos sem carne: o arroz sem o frango, a salada sem o bacon, uma massa ou outra sem presunto?”. O garçom me olha nos olhos, exalando compreensão e polenta frita (havia uma tigela em suas mãos) e diz: pode deixar, vou ver lá na cozinha.

Fígado na beiça. A primeira vista, ambiente hostil

Fígado na beiça. A primeira vista, ambiente hostil

Enquanto aguardo o que vai acontecer, tento iniciar os trabalhos no cardápio convencional da casa, o que é quase impossível: polenta frita, maionese e só. Mordo a danadinha amarelada e penso: cara, por que eu nunca pensei em pedir por um cardápio diferente e só fiquei me lamentando a cada vez que o garçom chegou à mesa e disse – “lasanha?”, eu aceitei e, segundos depois, percebi que tinha presunto no meio? Minha vida teria sido melhor. E será. Podia enxergar. Meu novo amigo garçom tinha voltado à mesa, muito bem acompanhado.

Salada versão sem Bacon, arroz branco, uma saladinha de tomate exclusiva, 2 tigelas de lasanha 4 queijos exclusiva e uma orientação especial para que me levassem ravióli de espinafre e spaghetti alho e óleo na mesa. É amigo, descobri o segredo da felicidade, parar de reclamar e perguntar.

Quem tem boca ganha lasanha exclusiva na mesa

Quem tem boca ganha lasanha exclusiva na mesa

Em poucos minutos, depois de anos frequentando o Madalosso, me senti de igual para igual com os colegas de mesa. Nos olhávamos e pensávamos a mesma coisa. “Caramba, não aguento mais comer”. Uma confissão silenciosa mútua entre o devorador de fígado e o comedor de alface. O gigante italiano me surpreendia, me recompensava por ter deixado de reclamar e me entupia de comida.

Desisti. Ainda havia meia lasanha na mesa, mas nenhum espaço no estômago.
Como de costume, não paguei a conta. E não tenho muita ideia de quanto deu (acho que foi na casa dos R$40,00).
Mas, depois de muito tempo, saí de lá feliz. Me sentindo 5 anos mais jovem por não ter reclamado e 9 kg mais pesado por ter exagerado na polenta.

Amigos vegetarianos, o segredo da Santa Felicidade está revelado. Apenas fale com o garçom e seja simpático. Agora para os vegans, ainda fica o desafio. Creio que sorrisos não serão o bastante para lhe fazer comer bem por lá.

Sí se puede. Vegetarianos podem comer bem por aqui

Sí se puede. Vegetarianos podem comer bem por aqui

 

Conclusão

"Menos reclamações e mais perguntas: il segreto dela felicità"

Preços

Boy

Boy

Para Ir

De Galera

De Galera

Bairro

Bairro - Santa Felicidade

Santa Felicidade


Informações

Nome: Madalosso
Website

7 Responses

  1. Denize says:

    Chorei de rir com o post. Muito bom!!
    Acho que dos restaurantes de Santa Felicidade o que melhor acolhe os vegetarianos é o Madalosso. Estive lá em fevereiro e embora não tenha tido a ideia de pedir opções para vegetarianos, não passei fome. Lembro que serviram na mesa a lasanha a 4 queijos, uma massa verde com recheio de ricota e uma outra que era recheada com figo, uma delícia!

  2. Deigo says:

    Mesma coisa serve pro Veneza: Peça Lasanha na Manteiga, Salada de Tomate com cebloa, e a "salada verde sem bacon" (são tipo extras) nunca tive problemas, fora que lá, ainda servem a tigela de macarrão e nhoque na mesa (com molho ao sugo num recipiente separado, que você pode por o quanto quiser no seu prato, sem depender da bondade do garçom) e a polenta de lá é bem mais gostosa que a do Madalosso. (pronto, comecei o atletiba da comida curitibana)

  3. Juuu says:

    Demais meninos!! Cada post muito humor e pratos deliciosos!! Vocês são demaiss!!!
    É tão bom quando vou num restaurante e tem opções vegetarianas. Melhor ainda quando o atendimento se supera e oferece opções além do cardápio! Em frente à evolução!

    Diego: somos dois! Também prefiro o Veneza! A comida deles é ótima e o fato de separarem os quitutes em tigelinhas é ótimo.

    Meninos, façam um post sobre comida oriental… sugiro pra início o PinChan. Muito bom e barato!! ;D

  4. eri says:

    Muito bom! Sempre peço nhoqui com molho ao sugo! Delícia!

  5. Leonardo says:

    Que pena que você parou de postar no blog.. gostei muito das dicas e dos textos parabéns!

  6. Fabi says:

    Haha…..me deliciei com esse post. Ri alto!!!

  7. camis says:

    Agora rola também um gnocchi de rúcula com tomate. Delicioso.

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