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	<title>Contrafilé</title>
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	<description>Estabelecimentos não-vegetarianos para vegetarianos.</description>
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		<title>Madalosso – il segreto della felicità</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 16:23:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[Um senhor de 70 anos de idade num corpinho de 26. As reclamações, a falta de disposição para sair de casa e a calça de moletom cinza não me deixam mentir. Sou tão velho em comportamento que já até quase morri. O famoso susto dos 66. A hora que a sineta toca e você retira [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Um senhor de 70 anos de idade num corpinho de 26. As reclamações, a falta de disposição para sair de casa e a calça de moletom cinza não me deixam mentir.</p>
<p>Sou tão velho em comportamento que já até quase morri. O famoso susto dos 66. A hora que a sineta toca e você retira a senha para entrada no além.<br />
Já gostei de ser assim. Hoje não mais. A medida que o tempo passa e se torna lentamente mais escasso, vou percebendo que envelhecer é rejuvenescer. Aproveitar melhor o tempo. E nessa tocada, meio Benjamin Button, venho ficando mais jovem a cada dia e deixando de reclamar. Ou tentando.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 470px"><img class="size-large wp-image-662" alt="A cada dia menos ele" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/04/boris-1.jpg" width="460" height="276" /><p class="wp-caption-text">A cada dia menos ele</p></div>
<p>Quem mora em Curitiba, já esteve por aqui ou já viu qualquer review turístico sobre a cidade, sabe que nossa amada praça, além de capital do Paraná, capital ecológica e <strong>terra do Alex</strong>, também é berço de um dos maiores restaurantes do mundo: O <strong>Madalosso</strong>. São quase 5.000 pessoas, divididas em 7 km2 de área, se entupindo da comida típica do italiano humilde: polenta frita, frango e massa. Muita massa. Tudo a vontade. Ou contra a vontade. Você se entrega e o atendimento não cessa. Você está pagando a conta e o garçom está enfiando polenta no seu bolso. Prato cheio para os entusiastas da orgia gastronômica.</p>
<p>O Madalosso, assim como a escola, o hospital e o cemitério, é o tipo de lugar que boa parte dos curitibanos, em algum momento da vida, vai visitar. Acredite em mim. Visita dos tios do interior, casamento da prima de 2º grau, formatura da 8ª série do sobrinho, almoço de confraternização de Vereador fulano, almoção da família no domingo, confraternização da firma, casamento do colega. Alguma coisa vai te levar até lá.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-667" alt="Um dia você vai passar por aqui" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/04/madalosso-700x465.jpg" width="700" height="465" /><p class="wp-caption-text">Um dia você vai passar por aqui</p></div>
<p><em>(créditos: circulandoporcuritiba.com.br).</em></p>
<p>Como bom curitibano, já estive lá dezenas de vezes <em>(nunca por iniciativa própria – uma informação bizarra, em umas 40 idas ao Madalosso, só me lembro de ter pago a conta 2 vezes)</em>. Como bom curitibano e jovem senhor de idade, depois que virei vegetariano, estive lá dezenas de vezes e me frustrei dezenas de vezes. Isso porquê o cardápio apresentado e o serviço <em>“senta aí que te entupo de comida”</em> não é nada amigável com a classe. Bacon na salada. Risoto com frango. Presunto na maior parte das massas. E uma tigelinha de fígado bem na tua fuça lhe dizendo: amigo, você não é bem-vindo aqui.</p>
<p>Por conta disso, receber convites para almoçar no <strong>Madalosso</strong> sempre me causou um pouco de dor. Na última sexta, em pleno feriado, o telefone tocou e me acertou no rim. Era aniversário da minha irmã. Tínhamos um almoço em família. Legal, claro. Parabéns para você. Todo mundo junto. Conta paga. Mas um pequeno detalhe me machucava, o local escolhido: é, o <strong>Madalosso</strong>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-664" alt="Bacon na salada. Lá vamos nós!" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/04/IMG_0028-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Bacon na salada. Lá vamos nós!</p></div>
<p>Na minha jornada de me tornar mais jovem enquanto envelheço, resolvo encarar a oportunidade de maneira diferente, sem reclamações. No caminho vou recitando alguns verbetes de auto-ajuda: <em>“coluna ereta, mente quieta, coração tranquilo”</em>, <em>“abra a mão para o que há de vir”</em>, <em>“be nice with people”</em>, <em>“deixa acontecer naturalmente”</em>, <em>“foco no momento presente”</em>, <em>“vou jogar PS3 quando voltar pra casa”</em>, merda, me perdi nos pensamentos. Cheguei ranzinza ao local.</p>
<p>Ao sentar na mesa e começar a ser alvejado por bandejas metálicas entupidas de frango e fígado, em um momento de lucidez, recupero minha vontade de ser um cara legal e chamo o garçom com uma simpatia que não tenho: <em>“amigo, sou vegetariano e gosto muito daqui. Será que você poderia dar uma olhada com o pessoal senão rola preparar os pratos sem carne: o arroz sem o frango, a salada sem o bacon, uma massa ou outra sem presunto?”</em>. O garçom me olha nos olhos, exalando compreensão e polenta frita <em>(havia uma tigela em suas mãos)</em> e diz: <em>pode deixar, vou ver lá na cozinha</em>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-665" alt="Fígado na beiça. A primeira vista, ambiente hostil" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/04/IMG_0029-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Fígado na beiça. A primeira vista, ambiente hostil</p></div>
<p>Enquanto aguardo o que vai acontecer, tento iniciar os trabalhos no cardápio convencional da casa, o que é quase impossível: polenta frita, maionese e só. Mordo a danadinha amarelada e penso: cara, por que eu nunca pensei em pedir por um cardápio diferente e só fiquei me lamentando a cada vez que o garçom chegou à mesa e disse – <em>“lasanha?”</em>, eu aceitei e, segundos depois, percebi que tinha presunto no meio? Minha vida teria sido melhor. E será. Podia enxergar. Meu novo amigo garçom tinha voltado à mesa, muito bem acompanhado.</p>
<p>Salada versão sem Bacon, arroz branco, uma saladinha de tomate exclusiva, 2 tigelas de lasanha 4 queijos exclusiva e uma orientação especial para que me levassem ravióli de espinafre e spaghetti alho e óleo na mesa. É amigo, descobri o segredo da felicidade, parar de reclamar e perguntar.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-666" alt="Quem tem boca ganha lasanha exclusiva na mesa" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/04/IMG_0032-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Quem tem boca ganha lasanha exclusiva na mesa</p></div>
<p>Em poucos minutos, depois de anos frequentando o Madalosso, me senti de igual para igual com os colegas de mesa. Nos olhávamos e pensávamos a mesma coisa. <em>“Caramba, não aguento mais comer”</em>. Uma confissão silenciosa mútua entre o devorador de fígado e o comedor de alface. O gigante italiano me surpreendia, me recompensava por ter deixado de reclamar e me entupia de comida.</p>
<p>Desisti. Ainda havia meia lasanha na mesa, mas nenhum espaço no estômago.<br />
Como de costume, não paguei a conta. E não tenho muita ideia de quanto deu <em>(acho que foi na casa dos R$40,00)</em>.<br />
Mas, depois de muito tempo, saí de lá feliz. Me sentindo 5 anos mais jovem por não ter reclamado e 9 kg mais pesado por ter exagerado na polenta.</p>
<p>Amigos vegetarianos, o segredo da Santa Felicidade está revelado. Apenas fale com o garçom e seja simpático. Agora para os vegans, ainda fica o desafio. Creio que sorrisos não serão o bastante para lhe fazer comer bem por lá.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-668" alt="Sí se puede. Vegetarianos podem comer bem por aqui" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/04/IMG_0030-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Sí se puede. Vegetarianos podem comer bem por aqui</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>It’s Grill Express – Nas melhores grelhas, os melhores risotos.</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 14:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[Almoçar em shopping é uma merda, todo mundo sabe. E você, estimado leitor vegetariano, também sabe como é frustrante deparar-se sempre com a falta de variedade na sua corrida hora de almoço. É sempre a mesma história, um Subway aqui, as vezes um macarrão com molho branco ali e, para os vegetarianos com hábitos mais [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Almoçar em shopping é uma merda, todo mundo sabe. E você, estimado leitor vegetariano, também sabe como é frustrante deparar-se sempre com a falta de variedade na sua corrida hora de almoço. É sempre a mesma história, um <strong>Subway</strong> aqui, as vezes um macarrão com molho branco ali e, para os vegetarianos com hábitos mais saudáveis, uma salada acolá – quem ainda usa “<em>acolá</em>” em um texto? O problema é que eu simplesmente não consigo comer uma salada e me sentir satisfeito. Por mais que coma<strong> 3,5 kg de alface</strong>. É um lance meio bizarro, não sei, mas acredito que eu não sou o único a pensar assim.</p>
<p>Era hora do almoço e eu estava no <strong>Shopping Curitiba</strong> com mais alguns amigos, escolhendo qual seria minha refeição em meio a um inferno de pessoas disputando mesas – quem nunca deu aquela volta marota por toda a praça de alimentação? A vista era repetitiva, além dos restaurantes, basicamente, haviam dois tipos de pessoas no local: <strong>estudantes uniformizados e a galera da ‘firma’,</strong> com seus trajes sociais de manga curta.</p>
<p>Viro a cabeça de um lado para outro, analisando friamente minhas opções em meio ao apocalipse de pessoas esfomeadas e uniformizadas. Alguns amigos rapidamente se posicionam na fila do <strong>Burger King</strong> e <strong>McDonald’s</strong>, saída óbvia para onívoros, enquanto eu sinto a depressão tomar conta de mim, quando penso que terei que mais uma vez optar entre <strong>Subway</strong> e <strong>Spedinni</strong> <em>(sei que não são as únicas opções, mas são as que eu geralmente escolho sem me esforçar)</em>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-648" alt="I love the smell of napalm in the morning" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/apocalipse-now-700x394.jpg" width="700" height="394" /><p class="wp-caption-text">I love the smell of napalm in the morning</p></div>
<p>Quando tudo parecia perdido, uma amiga me mostra um cardápio com umas opções bacanas de <strong>risotos vegetarianos</strong>, olho para marca e vejo algo diferente: <strong>It’s Grill</strong>. É isso mesmo que você leu, <strong>It’s Grill</strong>. Se você, meu caro amigo vegetariano, já passou pela frente deste restaurante, você sabe muito bem minha cara de espanto ao ver que realmente as opções pareciam uma ótima escolha.</p>
<p>Digo isso porquê a primeira coisa que você vê ao fitar a fachada deles é uma televisão gigante, passando em <strong>loop infinito</strong> de uma <strong>carne queimando na grelha</strong>. É praticamente um painel de led da Times Square anunciando: <strong>“SAI FORA, SEU VEGETARIANO CUZÃO”</strong>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-649" alt="os vegetariano pira" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/IMG_0149.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">os vegetariano pira</p></div>
<p>Dei uma olhada no cardápio e me tomei uma decisão em poucos segundos. <em><strong>‘Alho poró com Champignon’</strong></em> com adicional de <strong>Onion Rings</strong> – sempre quis dizer isso pedindo um risoto.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-650" alt="E esse é nosso apetitoso risoto de alho poró com champignon" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/IMG_0150.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">E esse é nosso apetitoso risoto de alho poró com champignon</p></div>
<p>O pedido ficou pronto em um tempo relativamente rápido para uma praça de alimentação cheia. E ao buscar minha bandeja, confesso que fiquei surpreso com o prato. Minha primeira impressão foi que a porção era muito pequena <em>(a la finger food)</em> e que eu teria que pedir outro risoto e um Subway de 30 para ficar satisfeito. Mas no final das contas, desmontado o bolinho de arroz arbóreo, o risoto mais o adicional de onion rings formam uma dupla sensacional, Oseas e Paulo Rink. Tonico &amp; Tinoco. Dupla que alimenta. Eu, um morto de fome, me enchi de comer. Acredito que os outros esfomeados deste mundo também não irão se decepcionar. Para quem não acredita no que eu falo, se deixa levar pela foto e pensa que não é o bastante, eu recomendo <strong>2 adicionais de onion rings</strong>, um destaque a parte, vai faltar espaço para tanta cebola.<br />
Diferente da maioria das onion rings, essas não são banhadas em oceanos de gordura. Elas são sequinhas e têm uma massinha bem da hora, que dá um charme especial para os pequenos anéis.</p>
<p>Sei que esse papo de cebola deve estar enchendo o saco e você deve estar pensando: quanto custa? Paguei algo próximo de R$19 reais (realmente não lembro o valor exato). Conta paga, risotto e cebolas na mesa, devorei meu prato com um sorriso no rosto e aquela sensação rara de que comi uma parade boa, na medida, e não saí me sentindo como uma anaconda quando engole uma capivara.<br />
Na próxima vez que der aquela circulada marota pela praça de alimentação, não despreze os restaurantes com videos de carnes na grelha na fachada.</p>
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		<title>Au-Au – Parte 2: Operação Tofu</title>
		<link>http://contrafile.org/avaliacoes/au-au-parte-2-operacao-tofu/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 17:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os leitores mais fieis do blog devem se lembrar (caso você não seja um deles ou sofra com problemas de memória, nosso primeiro post sobre o Au-Au está aqui: http://contrafile.org/avaliacoes/au-au-auauleluia-vina-de-soja-no-cardapio/). Em janeiro do ano passado, no maior climão de Ano Novo, gritamos “auauleluia” e anunciamos a chegada de uma nova era: depois de anos desconsiderando [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os leitores mais fieis do blog devem se lembrar (caso você não seja um deles ou sofra com problemas de memória, nosso primeiro post sobre o Au-Au está aqui: http://contrafile.org/avaliacoes/au-au-auauleluia-vina-de-soja-no-cardapio/). Em janeiro do ano passado, no maior climão de Ano Novo, gritamos “auauleluia” e anunciamos a chegada de uma nova era: depois de anos desconsiderando os vegetarianos no seu cardápio de dogs, o Au-Au, um dos ícones do lanche paranaense, lançava a sua salsicha de soja. O post foi festivo e rendeu uma série de opiniões – positivas e negativas. Me posicionei do lado que curtiu e passei a frequentar o local com maior regularidade. Quase sempre eufórico.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/DSC03946-700x525.jpg" alt="Salsicha de Soja no Au-Au. O sinal de uma nova era era alarme falso" width="700" height="525" class="size-large wp-image-633" /><p class="wp-caption-text">Salsicha de Soja no Au-Au. O sinal de uma nova era era alarme falso</p></div>
<p>Mas euforia é sopro. Passa. E logo começaram a vir os problemas. Por 3 vezes seguidas fui para o canil afim de mergulhar a cara no Duplo Especial e ouvi a mesma notícia: a salsicha de soja está em falta. E a notícia circulava. Pessoas comentavam no blog, amigos se indignavam. O que teria acontecido com as Salsichas? Evaporaram? Apodreceram? Sumiram? Alguém teria pedido um Duplo Especial com adicional de 376 salsichas e acabado com o estoque da casa? O Au-Au teria nos sacaneado? Teria o episódio alguma relação com o sumiço das salsichas vegetais da BR Foods (Perdigão e Sadia) das prateleiras do mercado? Mistério.</p>
<p>Se você leu o post “Operação Tofu” e imaginou que neste parágrafo daríamos uma de CIA e investigaríamos o paradeiros dos pequenos cilindros comestíveis, pensou errado. Como bons humanos, apenas ficamos passivos e tristes com o sumiço. Esperançosos de que o Au-Au ou alguém faria algo pela gente e tudo voltaria a ser como antes – e mal deu tempo de curtir esse antes, a maior sacanagem do Au-Au foi lançar a novidade e descontinuar antes que pudéssemos causar qualquer dano a nossa saúde com a combinação pão branco, catchup , mostarda e maionese (tudo em excesso).</p>
<p>Passada a poeira e o período de esperança, eis que o Au-Au renasce das cinzas. A fumaça branca saiu das chaminés da loja da Carlos de Carvalho e o conclave da cozinha estava terminado. “Habemus dog” disse o Arce (Arcebispo para os não-íntimos) e os vegetarianos vibraram – talvez pudessem sorrir novamente.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/arce.jpg" alt="Habemus dog, disse Arce." width="700" height="531" class="size-full wp-image-644" /><p class="wp-caption-text">Habemus dog, disse Arce.</p></div>
<p>No QG do Contrafilé (é mentira, ta? Não temos um QG. E nem 4 iPhones ainda), fui chamado pelo Capitão P. e designado para uma missão. “Parece que eles estão desenvolvendo tofu na cozinha. Vá lá e verifique”. Em uma noite de fome com a namorada e sem muitas ideias, vislumbro a oportunidade de orgulhar o Cap e dirijo meu Aston Martin Mille para o Au-Au.</p>
<p>Chegando no local, escolhemos uma mesa próxima a janela (rota de fuga), cumprimentamos os nativos e solicitamos o cardápio. Abro as páginas e vejo que o que procurávamos estava lá, em duas versões: Au-Au Tofu + Fritas e Au-Au Tofu Cebola Shoyu + Fritas. Sentindo uma pequena dor de barriga apenas por ler Tofu Cebola Shoyu Fritas na mesma linha, decido pedir pelo primeiro – menos riscos para a missão.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/IMG_16112012_215202-700x392.jpg" alt="Confere, Capitão. Tofu em uma combinação perigosa no recinto" width="700" height="392" class="size-large wp-image-635" /><p class="wp-caption-text">Confere, Capitão. Tofu em uma combinação perigosa no recinto</p></div>
<p>Em um gesto que precisa ser estudado, depois de alguns minutos, o garçom retorna à minha mesa trazendo apenas o sanduíche e o suco. A batata ficou como sobremesa. O primeiro contato com a nova opção vegetariana do Au-Au é de estranhamento. A apresentação da versão dos dogs com Salsicha de Soja era bem mais impressionante. O Tofu é um patinho feio (põe feio nisso). Murcho, ferido, atropelado. Mas quentinho.</p>
<p><div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/IMG_16112012_220507-700x392.jpg" alt="Au-Au Tofu: não muito fotogênico" width="700" height="392" class="size-large wp-image-639" /><p class="wp-caption-text">Au-Au Tofu: não muito fotogênico</p></div><br />
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/IMG_16112012_220535-700x392.jpg" alt="Mesmo" width="700" height="392" class="size-large wp-image-640" /><p class="wp-caption-text">Mesmo</p></div></p>
<p>Dou a primeira mordida e início a operação. Alguns contatos haviam reclamado do sabor para mim. Sinceramente, achei bonzinho. Passa longe da opção com Salsicha de Soja lançada em 2012 ou de outros dogs vegetarianos da cidade. Mas não dá para dizer que é ruim. Aliás, aqui entra uma dúvida importante: o Au-Au Tofu é um dog, um prensado ou uma experiência nuclear? Antes de responder isso, termino o sanduíche – menor do que os dogs com salsicha de soja de outrora. Eis que a batata chega a mesa. Mando ver. Termino o suco e fim de papo.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/IMG_16112012_221139-700x392.jpg" alt="As fritas chegaram atrasadas para o encontro" width="700" height="392" class="size-large wp-image-641" /><p class="wp-caption-text">As fritas chegaram atrasadas para o encontro</p></div>
<p>Antes de pedir a conta, começo a pensar no meu relatório da missão:</p>
<p>1) Houve uma boa vontade do Au-Au em criar uma nova opção. Por algum motivo de força maior (imagino eu), eles tiveram que suspender a salsicha de soja e procuraram, até que rápido, por uma nova opção no cardápio.</p>
<p>2) A nova opção poderia ter sido mais simples. Um dog/sanduíche de tofu é um plano bem esquisito.</p>
<p>3) Uma das premissas das avaliações é de que, mais do que oferecer uma opção, os estabelecimentos devem oferecer uma opção que se equipare com a experiência dos onívoros no local (em experiência, sabor e valor nutricional). Nesse quesito, o tofu apresenta desempenho médio, abaixo da opção de soja lançada anteriormente.</p>
<p>4) Falar que o Tofu é ruim é exagero. Não é. Em uma visita sem muitas opções (do tipo, tenho que ir lá), a opção quebra o galho legal. Mas provavelmente não é o tipo de coisa que você vai sentir vontade de comer espontaneamente – pelo menos eu não sentiria.</p>
<p>5) A versão dos dogs com Salsicha de Soja deixou saudades.</p>
<p>6) Por que diabos estou escrevendo em tópicos e imaginando que isso realmente foi uma missão?</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/DSC03949-700x525.jpg" alt="Salsicha de Soja, I miss you" width="700" height="525" class="size-large wp-image-634" /><p class="wp-caption-text">Salsicha de Soja, I miss you</p></div>
<p>Conta na mesa. Valor honesto. R$11,40 pelo combo Tofu + Fritas e mais o valor do suco (não lembro qual era, mas era menos de R$4,00). Pagamos, entramos no carro e saímos com vida do local. Operação Tofu cumprida com sucesso, por nós. Na minha opinião, sem querer ser o vegetariano chato que reclama de tudo, o Au-Au ficou devendo um pouquinho – já fez e pode fazer melhor.</p>
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		<title>Rogai por nós, Batata Chick</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Mar 2013 15:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe alguma religião que considere alguns alimentos um deus? Se não, vou me prontificar. Eu criaria O Reino Alimentício Sagrado, afinal os alimentos estão aí, é de verdade, você pode ver, tocar, fritar, empanar, cortar em pedacinhos e, a melhor parte, o momento em que “você encontra com deus”, você o come. Nesse momento você [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Existe alguma religião que considere alguns alimentos um deus?<br />
Se não, vou me prontificar. Eu criaria <strong>O Reino Alimentício Sagrado</strong>, afinal os alimentos estão aí, é de verdade, você pode ver, tocar, fritar, empanar, cortar em pedacinhos e, a melhor parte, o momento em que <em>“você encontra com deus”</em>, você o come. Nesse momento você fica feliz, se sente completo, agraciado, é algo único, é algo divino. Deixa eu viajar um pouco: os cozinheiros seriam padres, afinal eles levam pra você a Palavra (comida) de uma maneira que você entenda e possa reproduzir entre seus conhecidos. Teríamos momentos de reunião para glorificar nossos deuses <em>(almoço, jantares, lanches e até naquela angústia da madrugada, Eles estariam ali pra te ajudar)</em>. Pensa bem, ia ser demais. Chega desses programas chatos evangélicos na TV, para adorar os deuses teríamos só programas de culinária. O <strong>Larica Total</strong> seria considerado um religioso ortodoxo nesse mundo. Os pecados graves seriam: desperdiçar comida <em>(sua mãe continuaria te mandando não deixar nada no prato, mas agora porque tem medo de ir pro inferno)</em>. Comer animais<em> (afinal eles são amigos e não deuses)</em> e recusar um pedaço do seu lanche quando um amigo pede <em>(temos que ser solidários, comida não se regula se divide, ninguém deve ter um Deus só pra si mesmo)</em>. O inferno seria obviamente <strong>passar fome</strong>.<br />
Lutemos contra isso!</p>
<p><img class="size-large" alt="" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/batata-700x525.jpg" width="700" height="525" /></p>
<p>Bom, agora que eu dei algum sentido pra essa sua vida <em>(barriga)</em> vazia, deixe-me falar particularmente sobre um Deus, um dos meus preferidos. A Toda Poderosa e Gloriosa <strong>BATATA</strong>. Amém. A Batata <em>(sempre com letra maiúscula)</em> é uma divindade versátil. Ela se manifesta de diversas formas, pode vir à terra frita, cozida, assada, amassadinha, ralada… Enfim, ela vem do jeito que você precisar naquele seu momento de dificuldade. O formato que eu queria dividir com os irmãos neste post é a Batata Suíça. Formato glorioso e que normalmente agracia seus fiéis com outros Deuses, afinal traz nele inúmeras possibilidades de recheio.</p>
<p>Vamos ao momento do milagre. Eu estava perambulando pelas trevas com um amigo pelas ruas do Água Verde. Me sentia vazio, desorientado, faltando algo dentro de mim que me desse mais clareza nos pensamentos. Até que… Sim, de longe, vi a luz e nela estava escrito <strong>Batata Chick</strong>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-615" alt="Mesmo na escuridão é possível ver o paraíso" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/photo-700x523.jpg" width="700" height="523" /><p class="wp-caption-text">Mesmo na escuridão é possível ver o paraíso</p></div>
<p>Adentramos aquele local de adoração, famintos por uma bênção. Ali, a especialidade é <strong>Batata Suíça</strong>. Amém. Cardápios na mão e temos algumas constatações: apesar do lugar não seguir à risca os mandamentos <em>(várias opções com carne)</em>, ele ainda pensa nos irmãos mais radicais <em>(vegetarianos e vegans)</em>. Para os vegetarianos existem algumas opções com queijos e vegetais, dá até pra escolher. Para vegans a parada é mais restrita, mas vai com fé que não costuma falhar, peça Vegetariana sem Queijo. Amém.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-613" alt="Deus é fiel" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/photo_1-700x937.jpg" width="700" height="937" /><p class="wp-caption-text">Deus é fiel</p></div>
<p><em>“Abençoa, Senhor”</em>. Graça na medida. O mensageiro da bondade, também conhecido como garçom, profetizou: “Se você está sozinho, peça uma pequena que tá de boa. Se forem comer em dois, peça a grande”. Nós respondemos naquele cântico: “Duas Vegetarianas pequenas, uma com e outra sem queijo, AAAaaaamÉÉÉÉmmm”<em>(conseguiu imaginar?)</em>. Alguns minutos depois chegou, com toda a sua plenitude. Casquinha crocante, Batata al dente, recheio de vegetais. Tudo o que eu precisava para me sentir uma pessoa melhor, uma reconstrução da minha fé.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-624" alt="Siga os mandamentos, raspe o prato e agradeça." src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/03/prato-vazio-700x523.jpg" width="700" height="523" /><p class="wp-caption-text">Siga os mandamentos, raspe o prato e agradeça</p></div>
<p>O dízimo foi tranquilo, algo que praticamente todo fiel que rala oito horas por dia tem acesso. As Batatas Suíças têm preços que vão de <strong>R$13,90 a R$19,90</strong>. Com bebida e coisa e tal, fica em torno de 20 mangos.</p>
<p>E foi assim que eu fui abençoado. Rezo por vocês e indico essa iluminação. Não se esqueçam de seguir os mandamentos. Já é quase hora do almoço, momento de outra benção. Amém.</p>
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		<title>Madero. Até por lá dá pra ser vegetariano</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 00:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Curitiba, dia 15 de fevereiro de 2013, 8h da noite. Aqui estou, mais um dia. Sob o olhar sanguinário da minha mina. Você não sabe como é procurar, restaurante com sua namorada onívora.” Os Racionais MCʼs que perdoem minha licença poética, mas não consegui evitar. Você, meu caro leitor vegetariano, que possue um(a) namorado(a) onívora [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Curitiba, dia 15 de fevereiro de 2013, 8h da noite.</em><br />
<em> Aqui estou, mais um dia.</em><br />
<em> Sob o olhar sanguinário da minha mina.</em><br />
<em> Você não sabe como é procurar, restaurante com sua namorada onívora.”</em></p>
<p>Os <strong>Racionais MCʼs</strong> que perdoem minha licença poética, mas não consegui evitar. Você, meu caro leitor vegetariano, que possue um(a) namorado(a) onívora sabe muito bem a tensão na hora de procurar um estabelecimento que satisfaça o apetite de sua amada e ao mesmo tempo não te deixe comendo batata frita. E é justamente esse o nosso sonho com o <strong>Contraﬁlé</strong>, <strong>facilitar sua vida nessa caçada</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-603" alt="Não vou te enganar, o bagulho ta doido… é a selva de pedra, eles matam os humildes demais, você é do tamanho do seu sonho…" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/racionais.jpg" width="700" height="696" /><p class="wp-caption-text">Não vou te enganar, o bagulho ta doido… é a selva de pedra, eles matam os humildes demais, você é do tamanho do seu sonho…</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era sexta-feira, 8 horas da noite e eu estava dirigindo em busca de um pico ideal para satisfazer meu apetite de presidiário e não deixar minha namorada na mão, mais importante que isso, estava a procura de um post para o blog (<em>acho que essa parte vai pegar mal com a patroa</em>). Não fazia menor idéia de onde parar até que minha namorada disse que estava com muita vontade de comer hamburguer. Mas não poderia ser qualquer hamburguer, teria que ser o hamburguer do <strong>MADERO</strong>. E nós sabemos muito bem que quando alguém está <strong>querendo sangue</strong>, é melhor não reprimir seu <em>“Dark Passenger”</em>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-602" alt="Tonight is the night!" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/dexter.jpg" width="700" height="438" /><p class="wp-caption-text">Tonight is the night!</p></div>
<p>Não vou mentir que quando entro em territórios supostamente hostis para vegetarianos eu já ﬁco com um pé atrás com tudo. Chegamos no <strong>Madero da Praça da Espanha</strong>. O lugar é bem bonito e o atendimento foi muito bom do início ao ﬁm. Eu começo a vasculhar o cardápio atrás de opções vegetarianas e eis que surge uma luz no ﬁm do túnel.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-601" alt="Uma variedade imensa de uma únidade!" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/cardapio.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Uma variedade imensa de uma unidade!</p></div>
<p>A luz se tem a seguinte descrição <strong><em>“Sandwich de queijo coalho, rúcula e tomate seco”</em></strong> por <strong>R$20,90</strong>. Um <strong>preço salgado</strong>, porém resolvi pagar, até porque meu ego ﬁcou um reduzido ao perceber que minha namorada tinha planejado fechar um hamburguer triplo no <strong>HARD</strong>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-604" alt="Let the carnage begin!" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/sanduba.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Let the carnage begin!</p></div>
<p>Amigos, os caras são bons nesse negócio de ser rápido. A casa cheia e em <strong>12 minutos</strong> depois já chegaram os pratos na mesa. Confesso que eu por essa eu não esperava.</p>
<p>Um dica preciosa para você: <strong>SEMPRE</strong> pedir uma <strong>maionese extra</strong> e o <strong>ketchup artesanal</strong> deles. Não vou mentir, o <strong>sandubão de queijo não é barato</strong>, <strong>mas é bom pra caramba</strong>. Me fez sair de lá com uma sensação de missão cumprida.</p>
<p>Um resumão de tudo é: o <strong>ambiente é maneiro</strong>, o <strong>atendimento é bom</strong> e os pratos chegaram <strong>bem</strong> rápidos.</p>
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		<title>Habib’s – Esfiha, Homus e Grito!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 14:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[No início do ano fizemos uma promessa: um post por semana. Alguns riram, outros comemoraram, muitos não se importaram (com razão). Para quem acompanha o blog e nos cobra avaliações regulares, provavelmente uma pergunta ficou na cabeça – até quando esses preguiçosos vão conseguir levar o ritmo de postagens regulares? Um bom palpite para essa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No início do ano fizemos uma promessa: um post por semana. Alguns riram, outros comemoraram, muitos não se importaram <em>(com razão)</em>. Para quem acompanha o blog e nos cobra avaliações regulares, provavelmente uma pergunta ficou na cabeça – até quando esses preguiçosos vão conseguir levar o ritmo de postagens regulares? Um bom palpite para essa resposta seria a semana pós-carnaval. O tempo que divide trajetórias. Que marca o início do ano de alguns e o final da vida de outros. O tempo em que boa parte das pessoas viaja, bebe, olha a cabeleira do Zezé, se pergunta se ele é, se ele é, fica de ressaca e só volta a trabalhar na quarta à tarde ou na quinta de manhã. O tempo em que os blogs não são atualizados.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-584" alt="Será que ele é?" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/zeze-700x700.jpg" width="700" height="700" /><p class="wp-caption-text">Será que ele é?</p></div>
<p>O carnaval é um divisor de águas. De grupos. De comportamentos. De casais. Deixa claro que, não, não somos todos iguais. E que, sim, há uma separação de raças importante na humanidade. Não falo de brancos e pretos, ocidentais e orientais, atleticanos e coxas ou apocalípticos e integrados. Esses são iguais. A real separação. O biombo da humanidade é o carnaval. Basicamente, existem dois tipos de pessoas: as que curtem carnaval e as que odeiam. As que usam abadás e as que vestem camisetas velhas. As que correm atrás do trio elétrico e as que fogem dele. As que transam casualmente e as que assistem a apuração das escolas de samba em casa só para ouvir “<em>nõõóóããtáãn déééééããzzzz</em>”. As que vão para praia e as que ficam em Curitiba.</p>
<p>Se você ainda tem dúvida a qual grupo pertence, abra o vídeo abaixo, deixe ele rolar, continue lendo o post e observe suas reações.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OAi1lWZzB-c" height="450" width="600" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Como um autêntico representante do lado que não curte carnaval, fiquei o feriado todo na cidade. Chuva, pouco dinheiro na carteira, muitas coisas fechadas, Band Folia, desfile das escolas de samba, vizinhos que curtem carnaval, família viajando, geladeira vazia. É. Depressão.</p>
<p>Era terça-feira, os desfiles já tinham acabado e a apuração das escolas de samba de SP já rolava na TV. Confesso que tenho um pouco de prazer em sofrer. Sempre assisti os resultados, por mais depressivo que isso seja. Mas vai dizer, era legal demais quando o locutor, depois de uma sequência de “<em>déééããzzzz</em>”, soltava “<em>nõõóóvê, ponto, nõõóóvê</em>”. Vinham vaias. Vinha um cara correndo, que pulava a grade e rasgava todas as notas. Era divertido. Era. Por causa desse cara, agora a apuração é sem torcida. E se não há ninguém para reclamar uma nota baixa, assistir a apuração perdeu o sentido. Decidimos deixar o carnaval de lado, jogar um FIFA e trocar ideias sobre vida, trabalho, empresas, dinheiro e Marbella Cup.</p>
<p>Por volta das 19h, com os cérebros derretidos, sem muito assunto e com muita fome, decidimos comer. Pouca coisa na geladeira, hora de sair e fazer um post pro Contrafilé. Pensar em lugares legais e novos anda difícil. Mas isso se agrava no Carnaval. Afinal, lembre que existem 2 grupos de pessoas. O maior deles é formado pelas pessoas que curte. Cidade vazia, funcionários de Abadá. Muitos restaurantes fechados. Precisávamos de algo barato e disponível, que não corresse o risco de estar fechado, que tivesse opções vegans e nunca tivesse sido tema de avaliações. 2 minutos de ideias e eis que a resposta surge diretamente das Arábias. <strong>Habib’s</strong>. Sim, eu disse <strong>Habib’s</strong>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-579" alt="Habib’s – uma ideia boa e barata" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_7906-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">Habib’s – uma ideia boa e barata</p></div>
<p>Carro estacionado (<em>depois de 37 manobras</em>), fachada fotografada. Hora de escolher uma mesa. Um momento estratégico. Pense, carnaval, chuva, poucas coisas abertas. Pense, quantas famílias com crianças pequenas existem em Curitiba? Pense mais um pouco, quantas delas viajam e quantas não. Continue pensando, para onde elas vão em um dia chuva e sem ter muito o que fazer? Para o shopping! Não! Para o Habib’s. Logo, uma mesa em uma área isolada e distante dos escorregadores e fliperamas que existem dentro da loja pode fazer toda a diferença no seu jantar. Mesa escolhida. Cardápios em punho, vamos ao que importa.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-580" alt="3 crianças num raio de 10 metros. Mandamos mal na escolha" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_7923-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">3 crianças num raio de 10 metros. Mandamos mal na escolha</p></div>
<p>Éramos 2: um vegetariano e um vegan. Para o primeiro grupo, surpreendentemente, há um número grande de opções. Arrisco dizer que, das grandes redes de Fast-Food, o Habib’s talvez seja a mais vegetariana de todas. Esfihas, Pastéis, Pizzas, Saladas <strong><em>(sem carne! Pega essa, McDonald’s)</em></strong>, Pratos. Opções diversas e o mais legal de tudo – muito baratas. Para os vegans, as opções são mais limitadas, mas dá para se virar bem e com dignidade. Em meio a gritarias mirins, pais deprimidos <em>(afinal, ontem ele era jovem e curtia o carnaval. Até engravidar uma menina, tornar-se marido dela e agora gastar todo seu salário em tardes no Habib’s e em calças da Penalty)</em>, televisões no último volume e tremores de terra – falamos sério, fazemos nossas apostas e pedidos:</p>
<p>Eu vou de Combinado 1 <strong><em>(2 Bib’sfihas – Queijo e Espinafre, Fritas e Suco de laranja – R$8,90)</em></strong>, um esquemão barateza para vegetarianos. O Edu arrisca uma combinação mais elaborada e vegan: <strong>Homus</strong> <em>(pasta de grão de bico acompanhada de pão sírio e vegan)</em>, <strong>Fritas “belgas”</strong> <em>(uma grande frescura de R$4,00)</em> e <strong>suco de laranja</strong>.</p>
<p>Pedidos feitos, retomamos a conversa. Os tremores de terra continuam constantes. Tentamos entender o motivo – um freezer industrial, uma placa tectônica. O ponto é que o Habib’s treme mesmo, a ponto de balançar os displays de mesa do Cirilo. Caramba, é o Cirilo. Reparamos nisso e passamos os próximos minutos reparando em fotos de outros personagens de Carrossel e nos fliperamas posicionados no fundo do salão – crianças jogavam Street Fighter. Adultos deprimidos, crianças felizes. Era carnaval.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-581" alt="Meninas de abadá ou Cirilo? Ficamos com o segundo" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_7924-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">Meninas de abadá ou Cirilo? Ficamos com o segundo</p></div>
<p>Os pratos começam a chegar na mesa, um a um. Como em um desfile de escola de samba, aos poucos, as alegorias eram apresentadas. Na comissão de frente: o Homus, um mar de grão de bico acompanhado de pão sírio. Em seguida, o bloco das esfihas, o combinado 1. Passa mais um tempo e chegam as batatas belgas, que de belgas nem a fantasia tinham. Após uma reclamação com o diretor de harmonia e ordens do carnavalesco aos garçons, com um atraso de alguns minutos e a perda de pontos, chegam os sucos de laranja.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-582" alt="Opção vegan: Homus. Favor não confundir com Humus" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_7926-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">Opção vegan: Homus. Favor não confundir com Humus</p></div>
<p>O Homus é uma boa opção vegan, gostosa de verdade. Mas desproporcional. O tio árabe é malandro, entope teu prato de pasta e te manda quatro pedacinhos de pão – fatalmente você precisará de um porção extra de pães para raspar o prato. Pedimos 2 e não vimos o branco da louça por inteiro. Quanto as batatas belgas, prefiro não comentar. Não entendi direito do que se tratava e nem porquê o Edu queria batatas belgas. Mas a parte que consegui acompanhar foi de que as batatas vieram jogadas em um prato e não na embalagem correta, que ao ser perguntado sobre isso o garçom respondeu que na verdade as batatas eram todas iguais e que Bruxelas era uma cidade e não um tipo de salada.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-583" alt="Esfihas, suco e fritas por R$8,90" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_7928-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">Esfihas, suco e fritas por R$8,90</p></div>
<p>O meu combinado era bem mais simples, não tinha como dar errado. Fritas e esfihas no mesmo prato. Uma de queijo, outra de espinafre. Comida boa, não espetacular. A esfiha de queijo e batata te passam um sentimento de culpa, o cheiro já sinaliza que há muito óleo por ali. Mas o espinafre te redime. Como ela por último, fico tranquilo e me sentindo meio Popeye.</p>
<p>Pedimos a conta, ela demora, mas chega – com um valor bem acessível, <strong>menos de R$10,00</strong> para mim e <strong>na casa dos R$20,00</strong> para as batatas belgas e porções de pão sírio do Edu. Vamos até o caixa e a menina simplesmente some. Na porta da loja, de pé há alguns minutos e atrasados, chegamos a cogitar a hipótese de simplesmente sairmos fora. Nossa consciência não deixa. Esperamos a moça e pagamos a conta, com alguma confusão. Uma marca do Habib’s. Do estacionamento ao atendimento. Das crianças gritando aos pratos chegando sem nenhuma sequência lógica, tudo é confuso e bagunçado. Antes de ir embora, decidimos jogar um pouco de <strong>King of Fighters</strong>, só pra tirar fotos pra por no post. Nos meus últimos segundos de Habib’s, entre um golpe da Mai Shiranui e um soco do Kio, consigo entender porque as crianças são tão felizes por ali. E os adultos tão depressivos.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-591" alt="Divirta-se" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_7939-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">Divirta-se</p></div>
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		<title>Kebab vulgo churrasco grego</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2013 14:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[Até algum tempo atrás não se ouvia falar muito dos Kebabs. Acho que a febre começou em São Paulo, sabe lá quando, mas este prato turco já é um velho conhecido meu. Bom, farei aqui um breve ﬂashback: aos 6 anos de idade, ainda morava em São Paulo e frequentava muito a caótica 25 de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Até algum tempo atrás não se ouvia falar muito dos Kebabs. Acho que a febre começou em São Paulo, sabe lá quando, mas este prato turco já é um velho conhecido meu. Bom, farei aqui um breve ﬂashback: aos 6 anos de idade, ainda morava em São Paulo e frequentava muito a caótica 25 de Março (<em>não me lembro bem o porquê, acho que era pra comprar coisas para a escola do meu primo, tipo papel Tigre</em>) e havia uma barraquinha lá, bem ao lado do cara que vendia cocôs de mentira. Isso me despertava muita curiosidade e nojo (<em>estou falando da barraquinha, não dos cocôs</em>). Eram 3 grandes espetos com um monte de carne empilhada escorrendo gordura. Tudo isso naquela pequena estrutura de carrinho de pipoca: o comerciante fatiava a carne e entregava o troco, tudo ao mesmo tempo e ainda arranjando uma terceira mão para servir um suco com cor de iogurte de morango e sabor de sabe Deus o que. Eu, como uma boa criança japonesa perguntava – “ <em>Tia o que é aquilo ali?</em>” e ela – “<em>Dizem que é o tal do churrasco grego, mas nunca comi</em>”. Por algum motivo ﬁquei com aquilo na cabeça “churrasco grego , churrasco grego” e não é que, depois de velho, o tal do “churrasco grego” me reencontra pelo rolê, mas agora com a nacionalidade correta e com seu nome de batismo: “<em>Kebab</em>”.</p>
<p>Voltando do ﬂashback, trabalhava com o companheiro Amilton e tinhamos um compromisso às 20h. Era dia do primeiro show da nova banda do companheiro Eduardo. A mensagem no Facebook deixava claro que teríamos que chegar extamente no horário do show. Não porque o Edu seja pontual, mas porque o setlist do seu show de estréia era de apenas 8 minutos (<em>8 ótimos e curtos minutos</em>) &#8211; o tempo de preparo de uma lasanha congelada.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-556  " title="Sem limites para os molhos" alt="Sem limites para os molhos" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0054-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Sem limites para os molhos</p></div>
<p>A idéia era comer rápido e partir para o show. Então, optamos pelo <strong>Don Kebab</strong>, obviamente bem diferente do carrinho de pipoqueiro das minhas lembranças. O lugar é agradável, possui um deck com poucas mesas e duas mesas na calçada. Um lugar com cara de fast food e delivery, porém, muito aconchegante. Olho lá para dentro e já vejo os espetos esquisitos de carne empilhada rodando. Olhamos para o lado e avistamos alguns amigos no recinto. Vamos aos pedidos, são três opções vegetarianas de Kebab: <strong>Escabesh</strong>, <strong>Falafel</strong> e <strong>Mediterrâneo</strong>. Escolhemos para inicio os dois que pareceram mais apetitosos: <strong>Escabesh</strong> e o <strong>Falafel</strong>. O Escabesh é recheado de berinjela, pasta de hummus, tomate, cebola roxa, batata frita e salsinha. No Falafel vão os mesmos ingredientes, trocando apenas a berinjela por bolinhos de falafel (<em>bolinhos fritos de grão de bico</em>).</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-561  " title="Shortinho, tamanco e um bom time vegetariano" alt="Shortinho, tamanco e um bom time vegetariano" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0063-700x933.jpg" width="700" height="933" /><p class="wp-caption-text">Shortinho, tamanco e um bom time vegetariano</p></div>
<p>O atendimento é rápido e eﬁciente, primeiro vieram as bebidas e depois o melhor, o que dá sentido comer neste estabelicimento, o que dá vida ao alimento, os molhos. <strong>São quatro molhos diferentes</strong>: <strong>tahine</strong>, <strong>alho</strong>, <strong>pimenta com tahine</strong> e <strong>pimenta</strong>, <strong>destaque para o de alho e o de tahine com pimenta</strong>.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-557  " title="Escabesh e o Falafel" alt="Escabesh e o Falafel" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0055-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Escabesh e o Falafel</p></div>
<p>Esperamos <strong>8 minutos até chegarem os pratos</strong>, achamos os dois bons, mas o que realmente dá vida a eles<strong> com certeza são os molhos</strong>, mandamos ver nas bisnagas. Como somos 2 esfomeados, ainda não estávamos satisfeitos, decidimos pedir o terceiro elemento do trio vegetariano do cardápio e mais um <strong>Kebab Sensação</strong>, de sobremesa. Os Kebabs vieram e, junto com eles, também veio uma pequena decepção; o <strong>Kebab Mediterrâneo</strong> é bem sem graça, se comparado aos outros dois, mas a grande decepção mesmo foi o <strong>Kebab doce</strong>. A descrição dizia “<em>morangos, brigadeiro preto e xarope de amora</em>”. Não possuímos provas concretas sobre a linhagem brigadeiro, mas podemos jurar que ele veio da lata do Moça Fiesta. Os morangos estavam tão pequenos e o xarope de amora, é, acho que não vem xarope de amora.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-562    " title="Tão bom quanto a novela turca das 8" alt="Tão bom quanto a novela turca das 8" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0064-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Tão bom quanto a novela turca das 8</p></div>
<p>Nossa conta com bebidas deu <strong>R$ 60,50</strong>, totalizando <strong>4 kebabs</strong>, <strong>2 cervejas</strong> e <strong>1 suco</strong>, achamos <strong>honesto e ﬁcamos bem cheios</strong>. Porém, o moshpit no show do Edu ﬁcou de lado, qualquer soco na barriga, depois de tanto Kebab e brigadeiro de lata, seria fatal.</p>
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		<title>Batel Grill – Banho de Sangue (E queijo)</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2013 16:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[“Eles são vegetarianos e vão a churrascarias”. Foi assim que a apresentadora do Revista Curitiba nos apresentou ao vivo, em meados de março de 2012, na OTV. Com certa razão, afinal somos vegetarianos e, uma vez ou outra, vamos à churrascarias – talvez menos do que gostaríamos – geralmente em despedidas de galera ou em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>“Eles são vegetarianos e vão a churrascarias”. Foi assim que a apresentadora do Revista Curitiba nos apresentou ao vivo, em meados de março de 2012, na OTV. Com certa razão, afinal somos vegetarianos e, uma vez ou outra, vamos à churrascarias – talvez menos do que gostaríamos – geralmente em despedidas de galera ou em almoços pagos por alguém que quer agradar os mídias das agências (bons tempos).</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-532" alt="Eles são vegetarianos e vão a churrascarias. Segundo a mídia, esses somos nós" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/Captura-de-Tela-2013-01-30-às-11.54.04-700x520.png" width="700" height="520" /><p class="wp-caption-text">Eles são vegetarianos e vão a churrascarias. Segundo a mídia, esses somos nós</p></div>
<p>Tendo que nos despedir de alguém, esquecendo de levar a câmera ou ouvindo atentamente sobre os picos de audiência de um veículo de mídia (que bancou nosso almoço para nos convencer a anunciar com eles), nunca nos sobrou tempo ou memória para tirarmos fotos e avaliarmos nossas passagens pelos antros da matança animal (na minha opinião, templos sagrados do queijo assado): as churrascarias.</p>
<p>*Nota do Editor: esta avaliação foi realizada em 2012 e foi motivo de grande empolgação para nós, o texto ficou legal. Mas o integrante Eduardo Lubiazi formatou a sua câmera antes de baixar as fotos e perdeu todas as imagens da aventura. Como não está nos nossos planos gastar mais de R$30,00 no almoço tão logo para tirar novas fotos, queremos manter o blog ativo e achamos uma pena deixar esse texto na gaveta, decidimos fazer essa postagem – mesmo sem as fotos originais. Daqui para frente o post será ilustrado com imagens que caíram na net.</p>
<div id="attachment_533" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-533" alt="Eduardo, é tua culpa" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/Eduardo-700x1050.jpg" width="700" height="1050" /><p class="wp-caption-text">Eduardo, é tua culpa</p></div>
<p>Era sexta-feira, fazia Sol e um dos antigos colegas de agência vivia seu último dia na casa. Motivos suficientes para alguém anunciar morte aos VRs e combinar um almoço festivo em um lugar bacana da cidade. A bola da vez era a Batel Grill. Chego na agência para encontrar a galera e, ao mesmo tempo que cumprimento antigos colegas, vejo pessoas se lamentando pelos cantos no conflito interno natural pré-almoço – torro meus VRs com a galera ou preservo minhas economias no buffet por quilo? Escolhas e renúncias feitas, partimos em um grupo de cerca de 15 pessoas para o local.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-534" alt="A galera da agência, só que não" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/Galera-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">A galera da agência, só que não</p></div>
<p>A chegada é tranquila e motivada por um comentário ou outro. Entro no estacionamento e sinto falta de uma peça clássica do restaurante – não, não é uma peça de picanha. Quem é de Curitiba já deve ter visto pelas ruas, a Batel Grill é dona de um Smart carnívoro, com a lataria toda detalhada – referências aos boizinhos cartográficos, ilustrações que nos lembram a origem de cada pedacinho do bife. O carro não estava lá.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-540" alt="Não tive a mesma sorte da garota. A parte mais legal da Batel Grill não estava lá" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/Smart-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Não tive a mesma sorte da garota. A parte mais legal da Batel Grill não estava lá</p></div>
<p>Entramos no restaurante e nos dirigimos até a mesa. Com toda a galera lá, obviamente, sobram os dois piores lugares do mundo para a dupla de vegetarianos: o canto da mesa. O exato lugar onde todos os garçons apoiarão os espetos e todo o sangue espirrará. Teste pra cardíaco, como diria Galvão.</p>
<p>Na mesa, alguns carnívoros dispensam o buffet e limitam a dieta do dia à carne. Proteína pura. Eu escolho o buffet, disposto a carregar meu prato com salada. “Vegetariano” e “Churrascaria”, quando empregados em uma mesma frase, causam reações espantadas em não-vegetarianos. Imagino que deva ser algo parecido com o que sinto quando ouço combinações como “Supermercado” e “Rapidinho”, “Aniversário de criança” e “Bem tranquilo” ou “Junior Urso” e “O Coritiba precisa da vitória”. Mas aqui vai um conselho para a vida: nem sempre as contradições são contraditórias. Churrascarias podem ser o verdadeiro paraíso para vegetarianos. E é mesmo, penso convicto ao colocar cubinhos de 4 ou 5 tipos de queijo no meu prato. Chego na parte das folhas e me sinto no Jardim Botânico, com todas as espécies de alface catalogadas e acompanhadas por molho. Arroz, massas, batata, sushi de pepino e mais queijo. Arrisco dizer que o Buffet da Batel Grill agrada mais os vegetarianos do que os onívoros.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><img class="size-large wp-image-543" alt="Buffet. O Consulado vegetariano no império da carne" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/78.jpeg" width="580" height="435" /><p class="wp-caption-text">Buffet. O Consulado vegetariano no império da carne</p></div>
<p>Volto para mesa feliz e começo a comer. Coloco uma trouxinha de alface na boca e Picanha! – grita o garçom. O grito de guerra desperta o bando, a partir dali, a cada vinte segundos, um pedaço de carne era colocado na minha fuça e uma faca passava perigosamente entre as fibras da carne e em frente aos meus olhos. A medida que os pedaços eram servidos, passando sobre meu prato, ficava aflito com as gotas de sangue e pedaços de fibra que voavam pelo caminho. A aflição é sanada pela chegada do queijo – o espeto corrido do vegetariano. Peço 4 ou 5, o que deve me custar 8 anos a menos de vida. Um preço justo a se pagar. O queijo feito na churrasqueira é especialmente bom. Lembro disso a cada pedaço. Não há mais problemas, dívidas, falta de VR. É o queijo exercendo seu poder terapêutico.</p>
<p>Carneiro! Grita o garçom. Ninguém olha. Carneiro! Chama ele novamente. E um dos nossos colegas responde – pois, não?</p>
<p>Piada infame. Carneiro! Grita novamente. E, como se respondesse a um pedido de casamento, o cara da minha direita responde: aceito. A partir daí, o tempo assume sua forma líquida e o mundo passa a girar de maneira estranha. A faca. Com marcas que lembram um jardim após uma geada, compostas por gordura e sangue. Afiada, com fibras nas cerdas, lembrando que poderia partir qualquer coisa que aparecesse em sua frente. Menos o carneiro. O garçom força e a faca não corta. Tensão. A carne resiste, como se lutasse pela sobrevivência. E o garçom força. E a faca entra. E a carne explode. Gotas de sangue e pedaços de fibra se espalham pela mesa. Passado o momento da explosão, vem a consciência. Uma gota de sangue na lente esquerda dos meus óculos. Um pedaço de carne colado estrategicamente abaixo dos meus ombros. Duas pequenas manchas de gordura no bolso da minha camisa. Ossos do ofício, me limpo calmamente e comemoro. Essa vai para o Contrafilé.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 660px"><img class="size-large wp-image-539" alt="Atenção. Esta imagem é apenas uma simulação" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/Sangue-opção-2.jpg" width="650" height="450" /><p class="wp-caption-text">Atenção. Esta imagem é apenas uma simulação</p></div>
<p>Comer em uma churrascaria é brincar em território hostil. É passear na Rocinha.Assistir ao Atletiba na Fanáticos. Xingar egípcios no Egito. A experiência não seria a mesma se simplesmente tivesse almoçado, sem ser afrontado. O pedaço de carne colou como uma insígnia na minha camisa. Devaneios a parte. Acreditem, churrascarias são lugares ótimos para vegetarianos. E a Batel Grill, como uma das boas, segue a regra. Salada, queijo, massa. Tudo em grande quantidade. Estufado e com a camisa suja, peço a conta. Alta, é bem verdade. Mas coerente com a quantidade de queijo consumida.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-536" alt="Essa poderia ser a nossa galera saindo de lá. Mas não, essa é a do Hermeto Pascoal" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/Hermeto-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">Essa poderia ser a nossa galera saindo de lá. Mas não, essa é a do Hermeto Pascoal</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>É leaves, é leve. É vegan!</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2013 13:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[Calças jeans. Comprar calças jeans básicas não é algo simples. Os caras já inventaram tudo nesse mundo: óculos de realidade aumentada, monitores que reconhecem seus movimentos, implantes nas retinas que transformam textos em braile e até o Facequíni, mas ainda não inventaram uma forma fácil e prática de se comprar uma maldita calça jeans básica. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Calças jeans. Comprar calças jeans básicas não é algo simples. Os caras já inventaram tudo nesse mundo: óculos de realidade aumentada, monitores que reconhecem seus movimentos, implantes nas retinas que transformam textos em braile e até o Facequíni, mas ainda não inventaram uma forma fácil e prática de se comprar uma maldita calça jeans básica. Queria entender o raciocínio dos caras das fábricas de calças jeans. Tipo, o cara termina de produzir uma calça normal, preta, corte reto, básico, perfeita. Aí deve chegar um cara do lado e falar: &#8220;Vamo zuá?&#8221;. &#8220;Ah, vamo aí&#8221;. E eles rasgam ela, lavam mais 25 mil vezes, colocam tachinhas e uma águia bordada na diagonal, entre a bunda e os bolsos. Uma loucura. Tudo isso pra que? Pra fazer a classe média sofrer. Sofrer e ter que ir aos shoppings, de loja em loja, perguntando se tem algo básico, driblando os vendedores que querem te empurrar jaquetas, camisas, cuecas, piercings que você faz na hora e tudo mais. E lá estava eu com esse baita problema, achar uma calça jeans. No meio disso tudo, eu desisti e fui pra área que talvez tivesse algo básico e do meu tamanho: A praça de alimentação do ParkShopping Barigui.</p>
<div>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-518" alt="Quem precisa de calças jeans se já inventaram os facequínis." src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/000_hkg7722118.jpg" width="700" height="496" /><p class="wp-caption-text">Quem precisa de calças jeans se já inventaram os facequínis.</p></div>
<p>Andando por ali, fui olhando e pensando onde podia arrumar uma opção vegan bacana no meio de tantas coisas (sim, virei vegan). Passei pela parte principal e nada, barriga roncando, desespero aumentando. Fui até um beco, ali perto do Spoletto, onde colocaram as marcas menos conhecidas. Imaginei que por ali no gueto, no underground do Barigui, talvez pudesse encontrar algo para mim. Passei por uma, por duas, por três, já estava quase pensando que não devia ter me arriscado naquele shopping maldito, quando: BUM! Tive um flashback! Olhei para uma lanchonete roxa gritante e voltei para 2008. Nenhuma barba, salário estilo fome zero, fudido na agência até tarde pensando em conceitos para uma rede de fast food que estava abrindo as portas lá em Santa Catarina. Lembrei que a proposta de negócio do cliente era bacana, com uma pira saudável, tipo de verdade,  e várias opções para vegetarianos e veganos. Na época pensei: &#8220;bacana, se um dia estiver com fome em Joinville, vou até esse lugar&#8221;. No meio desse pensamento, ainda em 2008, meu chefe disse levantando o dedo: &#8220;Leaves. É gostoso. É Leve!&#8221;. Eu, que tinha o apelido de &#8220;bostão&#8221; no trabalho e queria ir para casa ver desenhos, apenas concordei: &#8220;Genial, chefe&#8221;.</p>
</div>
</div>
<div>
<div>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-522" alt="" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/IMG_0290-700x466.jpg" width="700" height="466" /></p>
<p>De volta a 2013! Leaves, ali na minha frente, com os mesmos layouts, slogans. Tudo que tinha me tirado algumas noites de sono há alguns anos atrás, agora apareceria como a solução de um problema terrível: a fome vegan. Devem haver várias frases Krishnas, Budistas, Espíritas que expliquem esse momento de retribuição, mas quem liga pra isso quando se está com fome? Eu não ligo. Se você liga, me mande uma pelos comentários.</p>
</div>
<p>Parti com tudo para cima do cardápio, rezando para que eles ainda acreditassem nessa proposta de ser legal, saudável e de dar opções para vegan/vegetarianos. Graças a qualquer coisa divina, sim, estava lá, &#8220;Veggie&#8221;.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-519" alt="Levante as mãos e agadreça, filhão" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/IMG_0280-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">Levante as mãos e agadreça, filhão</p></div>
<p>Básicamente, o Leaves oferece duas boas opções que podem ser vegetarianas e vegans, tirando ou colocando um ingrediente ou outro. Eu fui lá duas vezes já e experimentei ambas.</p>
</div>
<p>Você pode montar um sandubão ao estilo Subway, porém 40 vezes melhor, todos os ingredientes tem sabor de verdade e as opções são variadas, tipo: Mix de cogumelos, ratatouille de vegetais, pasta de tofú e todos aqueles outros componentes básicos. Dá pra montar um bacana de 15 ou 30cm, um custa R$10,90 o outro R$18,90. Te garanto, a parada fica foda! Você nunca mais vai querer comer no Subway! (Detalhe: Se você for vegan, peça salada de acompanhamento sem tempero)</p>
<div>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-521" alt="Esqueça o Subway, pasta de tofu in your face." src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/IMG_0285-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">Esqueça o Subway, pasta de tofu in your face.</p></div>
</div>
<p>A outra boa opção é para o almoço. O prato Veggie! Ele é tipo um PF vegan. Vem:  arroz com brócolis, hambúrguer de soja ao molho de cogumelos e mostarda + salada. Se você mandar um desse com um suco, vai se sentir o cara mais saudável da região. Vai por mim! Esse custa R$ 17,90. Um pouquinho salgado para um PF, mas lembre-se: você está em um shopping, cheio de calças com lavagens estranhas, pessoas com grana e com muita fome. É totalmente aceitável dentro desse contexto.</p>
<div>
<div>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-520" alt="GO VEGAN!" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/IMG_0287-700x466.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">GO VEGAN!</p></div>
</div>
<p>O mundo está estranho. Nunca achei que chegaria nesse tipo de conclusão, mas foi mais fácil achar comida vegan no shopping do que comprar uma calça jeans.</p>
<p>Fui para casa sem calças. Mas de barriga cheia.</p>
</div>
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		<title>Lagundri – Enfim, um post “De Gala”</title>
		<link>http://contrafile.org/avaliacoes/lagundri-enfim-um-post-de-gala/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 15:59:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amiltonpaglia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avaliações]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores, após muito tempo longe, cobranças, xingamentos, promessas e fotos perdidas, o Contrafilé está de volta. Mesmo. Dessa vez, o anúncio não é fruto de mais uma promessa desesperada, amorosa e descabida do Edu. Não. Nós nos encontramos, comemos uma feijoada de berinjela, nos organizamos e agora temos uma promessa pra valer: 1 post [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores, após muito tempo longe, cobranças, xingamentos, promessas e fotos perdidas, o Contrafilé está de volta. Mesmo. Dessa vez, o anúncio não é fruto de mais uma promessa desesperada, amorosa e descabida do Edu. Não. Nós nos encontramos, comemos uma feijoada de berinjela, nos organizamos e agora temos uma promessa pra valer: 1 post por semana ou o seu dinheiro de volta. Ok, ninguém paga nada para ler. E também foda-se. Mais do que um compromisso com vocês, assumimos esse compromisso com nós mesmos (agora vem uma parte fofinha do texto), afinal, nós adoramos escrever no Contrafilé e somos amigos. 1 post por semana significa mais textos, mais amigos e, logo, mais felicidade para todos nós. Para garantir postagens semanais e resolver um mal crônico de esquecimento de câmera, após muita discussão, chegamos a uma solução brilhante: comprar iPhones – um pra cada. Com a solução para as postagens resolvida, agora precisamos focar no novo problema do Contrafilé: como conseguir 4 iPhones com R$500,00, 2 VR, um PS2 com 1 controle e um patinete seminovo de um dos integrantes em caixa? Mas isso é assunto para outro post. Vamos ao que importa, a nossa volta.</p>
<p>Renascer das cinzas é algo que deve sempre ser feito com muito estilo. A nossa volta de hoje não foge da regra, tinha que ser especial.<br />
<strong>Pãm, pãm, tãm, tããããm, tããããããm</strong><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/c228dUznf0Q" height="450" width="600" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe><br />
Depois de 1 ano e 4 meses de blog, chegou a hora de estrearmos o filtro “De Gala”.</p>
<p>Desde o dia em que lançamos o Contrafilé, sempre me perguntei quando isso aconteceria e quem seria o desbravador. Muitas situações me passaram pela cabeça. Um pedido de casamento. Um jantar com os sogros. Uma promoção do Peixe Urbano. Um aniversário de namoro. Uma coroa tentando seduzir algum integrante solteiro. Um coroa tentando seduzir algum integrante solteiro. Nada disso. Como na vida, entre tantos cenários e planos, o post “De Gala” simplesmente aconteceu, quase que por acidente (até porquê não abriria minha carteira para fazê-lo de caso pensado).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-487" title="“Nenhum post foi encontrado. Essa imagem nunca mais se repetirá”" alt="“Nenhum post foi encontrado. Essa imagem nunca mais se repetirá”" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/Captura-de-Tela-2013-01-16-às-10.10.29-700x461.png" width="700" height="461" /><p class="wp-caption-text">“Nenhum post foi encontrado. Essa imagem nunca mais se repetirá”</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Era um sábado, faltavam algumas horas para o meu aniversário. Curitiba era como Antonina fora de temporada. Todos ainda estavam na praia soltando foguetes, fazendo promessas ou passando hidratante com aroma de morango nas queimaduras. Eu não (pelo menos na parte dos foguetes). Estava na cidade a trabalho e tinha um aniversário para “comemorar”, nunca fui muito bom nessas coisas – consequência de nascer no começo do ano. Eu e minha namorada estávamos em casa e decidíamos o que faríamos a noite. Alguns minutos vasculhando o Facebook e as agendas culturais vazias – Reinauguração do Wonka, aí vamos nós. Mas antes, era preciso comer.</p>
<p>Tanto eu quanto ela não estávamos no espírito e no ímpeto financeiro de um grande jantar. A ideia era comer algo leve, não muito caro, mas que pudesse ser acompanhado de um vinho ou o que valha, era nosso tempo de férias. Pensamos em 2 ou 3 nomes e partimos para a janta de passagem – todos fechados. O tempo passando. A fome apertando. E a folga que calculamos para chegar mais cedo no Wonka e não pegar fila (mesmo sabendo que não teria fila) se perdendo. Já quase apelávamos para o Spaghetto e um nhoque que nos levaria a nocaute quando ela soltou um comentário: “Parece que tem um indiano, tailandês legal aqui na Saldanha Marinho. Várias pessoas já deram check-in lá. E esses dias passei na frente e parecia bem susse (leia-se, financeiramente acessível). O que acha?”. “Hum, será? Não manjo muito de culinária tailandesa. Mas geralmente esses asiáticos são bem vegetarianos. Acho que vale tentar”. “Ah, vamos entrar e ver o que tem no cardápio”. “Boa”. Viro no rua indicada por ela e vemos algumas luzes acesas no suposto local. A fachada é discreta e ficamos meio sem saber se era um restaurante, bar, casa ou centro de diversão noturna. Demoramos tanto para raciocinar que passamos do local. Mais uma volta na quadra, uma vaga na rua e decidimos ir até a porta para ver. Sim, era um restaurante. Pergunto para a hostess: “Tem opção vegetariana no cardápio”. “Sim, temos algumas coisas, senhor. Talvez não o menu completo”. “Posso dar uma olhada no cardápio?”. “Claro, vou colocar vocês na mesa. Já levo lá!”. Pém. Fomos pegos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-493" alt="“A fachada discreta esconde os decks e riachos.”" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/trip-advisor.jpg" width="700" height="531" /><p class="wp-caption-text">“A fachada discreta esconde os decks e riachos.”</p></div>
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<p>Ao entrar no restaurante, meu instinto pão duro é acionado. O lugar é bonito. Para Caralho. A decoração é absurda, com direitos a riachos, decks, grafites nas paredes e luminárias com cara de locação chique de filme do Jackie Chan (esqueci de tirar fotos do ambiente, grande erro. Se tiver curiosidade em conhecer, clique aqui e veja algumas imagens que caíram na net: http://bit.ly/VJS316). Peguei uma foto no <i>gastronomiaefotografia.com.br</i> para ilustrar. A minha mesa ficava um pouco à direita da escada.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-486" alt="“Ambiente tipo locação chique de filme do Jackie Chan”" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/ambiente.jpg" width="700" height="466" /><p class="wp-caption-text">“Ambiente tipo locação chique de filme do Jackie Chan”</p></div>
<p>Deve custar caro, penso eu com um sorriso no rosto, na tentativa de disfarçar a dor. Sentamos na mesa e recebemos os cardápios, bem bonitos por sinal (nada rebuscado). Começo a olhar as opções e logo desço o olho para o canto esquerdo do papel. “Lagundri Contemporâneo”. “Fodeu, penso eu”. Já havia ouvido falar do Lagundri uma porção de vezes. Um restaurante top, comida sinistra, ótimo pra levar a namorada, totalmente fora do meu poder aquisitivo. Respiro fundo e tento encontrar uma solução no cardápio – uma água sem gás ou uma bola de sorvete. Até que com olhos de águia localizo uma opção vegetariana – “Nasi Goreng”: arroz frito, muitos legumes, castanha do pará. Vou deslizando os olhos pelos ingredientes até que encontro as opções finais (de carne) e os preços. Porco, Camarão, Frango, entre outros animais. Com preços orbitando a casa entre R$60,00 e R$90,00 (prato individual). Deslizo mais um pouco e vejo a salvação. Sinto a presença de Buda em mim. Vegetariano – R$30,00. É esse mesmo. Sem entrada, sem sobremesa. Puta golpe de sorte. Estávamos num lugar bacana e não precisaria tentar negociar meu celular na hora de pagar a conta. A felicidade era tanta que resolvemos pedir um Vinho Branco. Ok, pessoal. Baixou o espírito patrão em mim. Era meu aniversário.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-490" alt="“Ok, pessoal. Era meu aniversário”" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/foto-10-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">“Ok, pessoal. Era meu aniversário”</p></div>
<p>Passo os próximos minutos observando e explorando o local. É realmente bacana. Nada pomposo, tudo tranquilo e com cara de filme. Logo o vinho chega à nossa mesa, uma bela (e honesta) indicação da garçonete. Balde de gelo, taças em punho, velas na mesa. Saímos de casa para comer algo para matar a fome e agora estávamos em um verdadeiro jantar de aniversário. Romantismo acidental. Mas ainda um romantismo. A mesa é preparada e logo me vejo em apuros – só tenho “hashis” a disposição. Sempre tive dificuldades em comer usando coisas que não sejam talheres da Tramontina. Chamo o garçom e pergunto: “Cara, não rola um talher?”. Ele me responde: “O teu é o Nasi Goreng, né?”. Não lembrava do nome do prato na hora e não tinha ideia do que ele queria dizer, mas concordo. “Ah, serviram vocês errado. Não precisa do Hashi. O Nasi vem com uma colher tailandesa”. Penso, porra, talheres importados. Logo o prato vem e sou apresentado a tal colher.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-492" alt="“Nasi Goreng e a tal colher tailandesa”" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/foto-15-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">“Nasi Goreng e a tal colher tailandesa”</p></div>
<p>A apresentação é impressionante. Num olhar chulo, o Nasi Goreng é uma gororoba. Mas uma gororoba bonita e disposta em um caos harmônico. Uma pequena montanha de comida, com uma colher com aspecto de scoop. Ok, hora de mandar ver.</p>
<p>O prato é delicioso e bem servido. Demoramos até visualizar o final. E as poucas pausas que fizemos foram apenas para dizer: “Caramba, a gente se deu muito bem”. Comida boa, vinho massa, balde de gelo na mesa, um riacho correndo próximo a nossa mesa. Enfim, depois de anos, uma comemoração de aniversário. Mas ainda tinha mais.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-488" alt="“Envelhecendo like a boss”" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/foto-2-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">“Envelhecendo like a boss”</p></div>
<p>Já era próximo da meia-noite, poucas mesas ainda ocupadas. O garçom nos oferece a sobremesa e eu pergunto na maior cara de pau, achando que estava no Beto Carrero: “Aniversariante ganha alguma coisa?”. “Hum, preciso ver”. Se passam alguns minutos e nenhum pronunciamento. Ok, já aceitava pagar a sobremesa. Chamo uma outra menina e peço pelo cardápio. Ela se embaraça e acaba entregando a surpresa – minha sobremesa estava chegando à mesa. Recebo os cumprimentos e o mais importante: um sorvete servido em um recipiente de chocolate e cercado de calda de algo que, penso eu, seja amora ou frutas vermelhas. Caramba, como é bom. Viro a meia noite com sorvete na boca, carinho da namorada e o som dos riachos asiáticos correndo próximos da minha mesa.</p>
<div id="legenda-grande" class="wp-caption alignnone" style="width: 710px"><img class="size-large wp-image-489" alt="“Presente de aniversário do Lagundri. A foto não favoreceu”" src="http://contrafile.org/wp-content/uploads/2013/01/foto-6-700x525.jpg" width="700" height="525" /><p class="wp-caption-text">“Presente de aniversário do Lagundri. A foto não favoreceu”</p></div>
<p>Pedimos a conta. Nada de sustos, <strong>algo próximo de R$60,00 por pessoa</strong>. Um preço alto para um jantar, claro. Mas um negócio da China <em>(ou da Tailândia)</em> para uma noite como essa, em um lugar como esse. Por isso, fica a dica quente. Quando precisar comemorar algo, conquistar o sogro ou pegar alguém, vá de Nasi Goreng. <strong>Vá de Lagundri</strong>.</p>
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